Os comeres da Tareca

domingo, dezembro 17, 2006

Ensopado de borrego

Embora não tendo sido habituada a comer borrego quando era criança, desde que comecei a relacionar-me com os alentejanos como-o com alguma frequência e, sinceramente, é das carnes que mais gosto. Claro que bem limpinha e bem temperada.
Para este ensopado, temperei de véspera com alho, sal, vinho branco, louro e um pouco de alecrim.
No dia seguinte, deitei azeite e um pouco de banha num tacho, 1 cebola grande picada, 2 dentes de alho e uma folha de louro e deixei refogar. Juntei a carne e deixei alourar. Acrescentei o líquido da marinada, um pouquinho de vinagre, um ramo de salsa, colorau e deixei cozer a carne.
Acrescentei água suficiente para cozer as batatas e para ensopar o pão, e quando estas estavam cozidas, no final da cozedura, juntei um ramo de hortelã.

No prato de servir, porque todos gostamos muito, coloquei mais hortelã. O pãozinho era alentejano, de Mértola. É uma comida que não faço tantas vezes quanto gostaria porque o pão dito alentejano que se vende aqui por estes lados é-o mesmo só de nome. Há uma casa que vende pãozinho bom de Martinlongo (que por acaso é algarve) e é aí que às vezes consigo. Mas, não havendo pão há outras coisas e faz-se uma bela duma caldeirada de borrego, ou de cabrito, como é o caso do meu próximo petisco, lá para o fim da semana e que, mais coisa menos coisa, faço-a tal como está muitíssimo bem explicadinha no Avental do Gourmet, a quem agradeço ter-me lembrado.

11 Comments:

At 8:47 da manhã, Blogger kuka said...

Também não fui habituado a comer carne de borrego e das pessoas que têm trabalhado comigo só conheci uma que gostava desta carne(mas essa tinha costela Alentejana), e até carne de vaca nem todas as pessoas gostam. Porco é a carne de eleição. Como dizia o outro:"Se o porco voasse...". Mas o que me parece familiar e me atrai o olhar é aquela malga.

 
At 10:46 da manhã, Blogger Tareca said...

Kuka

Nem imaginas onde a fui descobrir! Foi nos confins do alentejo, numa daquelas mercearias que vendem tudo e mais alguma coisa, baratíssima. Foi a minha sogra que me ofereceu, custou 350$00, já no tempo do Euro. Tem umas rosas lindissimas no fundo, adoro-a.

 
At 8:47 da tarde, Blogger o avental said...

Não tem de agradecer.

Ao contrário do Mestre Cuca e como a Tareca, adoro borrego. Sou açoreano, terra onde nasci e de muito poucas ovelhas, e mais do Porto, onde a tradição desta carne não é nenhuma. É certo que andei três anos a estudar em Évora, cidade branca onde comi o meu primeiro ensopado de borrego. Daí para cá, é um dos meus pratos favoritos. E o seu, com hortelã e alegrim, fez-me uma fome danada. Um dia vou experimentá-lo sem pão (adoro o pão!)e sem batatas, com a hortelã e com cuscus. Talvez fique uma variação em lá menor, como digo para as minhas derivas sem êxito.

 
At 9:42 da tarde, Blogger kuka said...

Onde é que o amigo Avental leu que não gosto de borrego? Só não fui habituado a isso, tal como a Tareca. Hoje é das carnes que mais gosto de comer.

 
At 5:59 da tarde, Blogger o avental said...

De facto não li à letra, Mestre, depreendi apenas. Às vezes há duas ou mais leituras, dois ou mais sentidos que podem tirar-se de um determinado texto, e no seu comentário o que me desviou o sentido da leitura do que quis expressar foi a proximidade do "Também não fui habituado a comer carne de borrego" e "só conheci uma que gostava desta carne(mas essa tinha costela Alentejana)". Assim, não só dei como certo que é algarvio, como alinhei mentalmente o seu "não fui habituado" com o não ter "costela alentejana" (porque algarvio), e daí a não apreciar borrego foi um salto. Repare, para o Mestre testar a convicção do que eu escrevi e agora explico: referi os meus três anos em Évora como iniciadores do meu gosto por borrego.

Processos complicados, os da leitura. Enfim, estou certo de que não leva a mal.

 
At 10:26 da tarde, Blogger kuka said...

Ó amigo Avental, que é isso de levar a mal? Nem pensar. A amiga Tareca é que pode ficar chateada por virmos práqui fazer barulho.
Saiba o meu amigo que também tenho costela Alentejana. Há por aqui uma mistura de Alentejo, Algarve,Estremadura e Beira Baixa.
Pelo menos até onde conheço.
Desculpa lá o mau jeito ó Tareca.

 
At 12:42 da manhã, Blogger Tareca said...

Oh meus amigos!
Seja lá a comidita alentejana ou algarvia, com preferência pela última, já que gosto muito de pêxe, gosto mesmo é de ver-vos a falar dela.

 
At 12:41 da manhã, Blogger June said...

Também o faço assim. É divinal. E o pãozinho caseiro faz toda a diferença.
Daqui do Algarve, beijinhos e Bom Natal.

 
At 11:03 da tarde, Anonymous anna said...

Este ensopadinho eu já provei, seguindo a tua receita...
Fantástico!!
O meu foi com pão de Mafra. Quem não tem cão, caça com gato, não é?
Beijinho Tareca!

 
At 12:10 da tarde, Blogger Tareca said...

Ora nem mais!
Beijinho e um bom ano.

 
At 10:43 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Eu fui criada entre o Alentejo e Lisboa e portanto fui habituada a comer esses tipos de comida.
A comida alentejana é deveras a melhor e o ensopado de borrego é um dos meus pratos favoritos.
Beijos

 

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